Toys’Я’us vai fechar… e?

toyrus-logo Li nos últimos dias vários artigos sobre a falência iminente da Toys”R”Us. Alguns desses artigos falavam sobre as origens desta cadeia de venda de brinquedos, em 1957, e a visão do seu criador, Charles Lazarus, entretanto falecido.

Parece que a visão do Charles Lazarus era criar brinquedos baratos para todos.

Baratos mas, com um mínimo de qualidade, atrevo-me a supor.

Entretanto o que é que vemos quando entramos hoje em dia num Toys”R”Us? Brinquedos feitos de plástico da pior qualidade possível, mas a custarem, apesar disso, bastante dinheiro!

Há por ali brinquedos que se avariam mal saem da caixa. Há brinquedos cujo plástico é rijo e quebradiço, partindo-se à primeira vez que caem no chão… e tornando-se até algo perigosos, devido às farpas de plástico!

iron-manSão caros, apenas porque as grandes marcas que desenham os personagens que dão origem aos brinquedos, como a Marvel ou a Disney, para citar apenas dois, se fazem cobrar a peso de ouro pelos direitos de imagem desses heróis.

A verdade é que todos esses brinquedos são feitos na China, com plástico ordinário e mão de obra barata e há para ali muito brinquedo cujo custo de produção é seguramente inferior ao de um alguidar de plástico!!!

Os “carrinhos”, da Hot Wheels e quejandos, esses, parecem coisas velhas mal saem da caixa, com rodas de plástico que nem a direito andam… Ah que saudades dos carrinhos da Dinky Toys e da Corgi Toys com que eu brincava. As rodas eram metálicas e tinham pneus de borracha! Alguns até tinham portas e capot de abrir. Agora são vendidos como sendo “brinquedos de colecção para adultos”…

Então e que dizer das pistas de carros SCX, uma cópia descarada da boa Scalextric? O nome SCX, numa aparente modernização do original, seria “talvez” para nos fazer crer que eram as duas a mesma coisa?…SCX-e-scalextrix-logoEm suma, quando agora compramos brinquedos para os miúdos, estamos a comprar porcarias que, na maior parte dos casos, deviam custar metade do que custam, e que passada meia dúzia de dias estão postas de lado porque estão estragadas e prontas para ir para o lixo.

Era esta a visão do homem? Não creio. Deixou-se vergar perante o peso das marcas criadoras de super-heróis e princesas encantadas. E pelo caminho, foram esmagando o pequeno comércio e também quem fazia brinquedos com alguma qualidade.

Tenho pena dos que agora vão ficar sem emprego, evidentemente, mas ao saber que o “Mega” Toys”R”Us vai fechar, não posso deixar de sentir uma espécie de alívio…

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Obrigado Manuel Reis

Quando olhei para as notícias hoje de manhã, foi com imensa tristeza que tomei conhecimento da morte do Manuel Reis.

Tive o privilégio de o ter conhecido pessoalmente. Nunca o conheci intimamente, apenas de conversas fugidias aqui e ali. Ora no Frágil do Bairro Alto ou no Papa Açorda, e depois também no Lux Frágil e no Bica do Sapato.

Sempre que me lembro do Manuel Reis, lembro-me das noites do Frágil, no Bairro Alto, e dos aniversários loucos onde os empregados circulavam com bandejas cheias, porque essas festas eram para o Manuel uma ocasião para a malta se divertir, e não para estar ao balcão a acotovelar-se por causa de um copo.

Entrar no Frágil era (às vezes) uma odisseia. O conseguir passar pela Margarida é motivo de muitas histórias. A minha, normalmente, passava por esperar que o Álvaro, do outro lado da rua, piscasse o olho e desse a sua aprovação. E também houve aquela vez em que, depois de uma nega da Guida, apareceu o Manuel Reis e me disse para entrar. Nunca mais me esqueci.

Fui lendo algumas notícias sobre o Manuel Reis ao longo do dia. E também alguns comentários.

A malta mais nova, pelo que vejo, não tem realmente a noção do impacto que o Frágil teve na noite de Lisboa. Não sabem, não têm a menor ideia, do que era o Bairro Alto antes do Frágil e depois do Frágil.

É verdade que no antes já havia o Bar Artis. E depois o Rock House e o Juke Box. Todos tiveram o seu papel na transformação do Bairro. Tal como Os Três Pastorinhos e o Nova Cafe. E também, mais tarde, o Targus, o Café Suave e vários outros.

Mas, sem sombra de dúvida, o Frágil teve um papel especial. Pela música, pelo ambiente, por toda uma aura de glamour underground, até aí inexistente.

Porque, convém lembrar que o que havia antes disto tudo era um Bairro Alto de tascas, tascas manhosas, não as da moda, das casas de fado e das putas no ataque.

E fora do Bairro Alto, o que havia eram as “boites”. Sítios onde o código de roupa implicava ir “bem vestido” e o que se ouvia era, basicamente, música comercial. Algum rock, muita pop e muito disco dance.

E no Frágil? No Frágil ouvia-se música “diferente”. Também pop e rock, mas sempre numa onda muito alternativa. E havia as decorações, que iam mudando. Desde o início, com os azulejos da padaria que era o estabelecimento anterior e passando depois por mil e uma atmosferas, criadas por artistas e arquitectos convidados.

E… toda uma clientela de artistas, os “conhecidos” e os “artistas malucos”, arquitectos, jornalistas, escritores, wannabes, modelos e… malta que gosta de um copo e boa onda.

E por trás disto tudo, havia o Manuel Reis. Um homem discreto, quase invisível.

Mais tarde em 1998, o Frágil fica para trás e abre o Lux Frágil, em Santa Apolónia, junto ao rio. Onde a boa onda continua, até aos dias de hoje.

Por tudo isto, e por muito mais que fica por dizer… Obrigado Manuel Reis.

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Manuel Reis com a nossa querida Yen Sung, em 2001. Copiada do Público. Cortesia do blogue da fotógrafa Luísa Ferreira LUÍSA FERREIRA

Cenas da loja do chinês

Entrei na loja do chinês para comprar qualquer coisa e dei de caras com um baralho de cartas onde aparece uma carantonha que me fez de imediato lembrar o Mário Soares, a quem o povo alcunhou O Bochechas.

baralho-do-chinês (2)Curiosamente, este baralho custava sessenta cêntimos. O que é que isto tem de curioso, perguntam vocês?

É que nas famosas Malas de Macau, vinham precisamente sessenta contos! Evidentemente que isto é apenas uma coincidência.

No entanto, sendo que Macau é agora território Chinês, o facto de uma figura semelhante ao Mário Soares aparecer num baralho de cartas da loja do chinês… alguém acha mesmo que é uma coincidência???…

Malas-de-Macau Um dia, talvez se venha a saber toda a verdade sobre as tramas do PS e do clã Soares.

Até lá, podemos sempre ler o livro “Contos Proibidos: Memórias de um PS desconhecido”, de Rui Mateus (1996).

Lembro que Rui Mateus foi, durante vários anos, o responsável pelas relações internacionais do PS.

memorias-de-um-ps-desconhecidoEste livro desapareceu misteriosamente da livrarias quando foi lançado mas, curiosamente, nunca foi reeditado…

Dá que pensar não dá?…

 

Sharan protótipo?

Aqui há uns tempos, dei comigo a olhar para uma VW Sharan com maxilas de travão amarelas.

Seria um protótipo? Uma Sharan com mais power e a precisar de uns travões da Porsche?!… 

porsche-brake-pads

Quando olhei para a frente do carro e vi que as maxilas da frente eram vermelhas, ficou claro que esta Sharan não é outra coisa senão a tão esperada incursão da Porsche no mundo dos monovolumes!!!

sharan-proto

O banquinho da moda

Tinha acabado de almoçar no Mercado da Ribeira e vinha eu pela Rua D. Luis I quando me deu para parar e olhar para uma montra de uma loja de móveis.

banquinho.jpg

Olhei e vi os banquinhos. Achei-lhes piada, pelo ar maciço, genuinamente rústico, algo tosco até, como se tivessem sido feitos por um carpinteiro sem grandes preocupações estéticas, mais a pensar em fazer um banco “para durar”.

Vi que tinham uma tabuleta com uma promoção, mostrando o preço “ANTES” e o preço “AGORA”.

Pus os óculos para ver quanto custavam os banquinhos. E foi aí que me caiu o queixo…

banquinho-preço.jpgANTES 750.00€  e AGORA 430.00€ (!)

Desculpem lá mas… há alguém suficientemente parvo para pagar setecentos e cinquenta paus por uma merda dum banco de madeira???!!!

Mesmo olhando para a “promoção”, alguém dá quatrocentos e trinta euros por um banco, por mais “orgânico”e mais não sei o quê que ele seja?…

Não sei… será que aquilo tem uma mãozinha escondida e bate uma sarapitola quando um gajo se senta?…

A mixórdia da bola

Os benfiquistas andam contentes porque ganharam o Tetra. Os portistas entretanto, levantaram o véu de um suposto escândalo de emails.

Os benfiquistas reagiram, negando sem realmente negar e afirmando esperar que tudo se resolva “em sede de Justiça”, como é costume dizer-se.

Acho engraçado as acusações de corrupção virem de quem andou durante anos e anos a ganhar campeonatos enquanto oferecia aos árbitros “fruta”, “café com leite” e “rebuçados”… Mas o mais engraçado é esse caso – o famoso Apito Dourado – ter acabado por não levar a nenhuma condenação, pelo facto de as escutas não terem sido consideradas válidas.

Como talvez saibam, uma escuta só é válida quando feita pela Polícia, depois de emitido um mandato que a autorize. Caso contrário, poder-se-iam forjar escutas ou coagir alguém a dizer qualquer coisa em frente a um gravador.

As conversas, essas, estão no Youtube, para quem queira ouvi-las… 

E… curiosamente, nunca ouvi o Pinto da Costa desmentir uma única vez que fosse que tivesse dito aquilo que foi ouvido por muitos. Limitou-se a ir dizendo que a Justiça seguiria o seu curso. E deu no que deu; em nada.

Agora, neste “caso dos emails”, aparece o Pedro Guerra, um representante do Benfica (é director da Benfica TV), a dizer que “não se lembra” se mandou ou não mandou emails…(!)

Isto há-de andar e andar e vai dar em nada. Até porque é bem possível que apareça um Juiz a estipular que o correio electrónico configura uma comunicação, pelo que a sua “captação” também carece de mandato prévio.

Esta estória do mandato pode parecer estúpida, mas a verdade é que houve um douto Juiz a decidir isso mesmo em relação aos SMS’s enviados e recebidos pelos pais da Maddie, portanto…

Tudo isto me leva a crer que este caso dos emails, tal como o Apito Dourado, não vai dar em nada, mas… não é porque não tenha realmente acontecido nada, é porque não se vai poder provar nada “em sede de Justiça”, o que é uma coisa bastante diferente…

Dito isto, parece que no futebol a única coisa que interessa é ganhar os campeonatos, seja de que maneira for. E a Justiça parece nunca conseguir que haja punições “a sério”, tais como multas pesadas ou descidas de divisão! Será porque há muito dinheiro a rolar e os Juízes também vão no rol?…

Mas o pior é que parece que os adeptos nem se importam muito… Vão-se fazendo umas chalaças e tal, e a coisa segue para a frente.

O futebol, parece que é isto mesmo, desporto sem D maiúsculo. Uma tristeza. Uma mixórdia… Ou, neste caso, um TETRA que afinal é uma TRETA.

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