Deixar uma marca

Aqui há uns anos, costumava estar um velhote num pequeno pedaço de mato, entre o Eixo Norte-Sul e a saída para Telheiras, quem vai de Lisboa em direcção de Odivelas.

O velhote, sempre ocupado, construiu ali um pequeno banco, com umas sobras de tijolos e cimento, e plantou uma figueira.

Lembro-me de o ver lá sentado, a ver passar o trânsito, quando a figueira era pouco mais de um pau com meia dúzia de folhas.

O velhote, entretanto, deixou de aparecer. É possível que já tenha morrido. A figueira, essa, pegou e tem agora um tamanho razoável. E este ano está carregadinha de figos.

Mais do que “deixar a sua marca”, como alguns almejam fazer, o velhote deixou deixou ali qualquer coisa para os outros.

Fazer algo para os outros. Ora aí está uma ideia interessante.

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