CERVEJA2

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Nada como uma cerveja para refrescar as ideias…

Controlar os instintos (ou não)

A propósito do Dia Mundial do Veganismo, celebrado no passado dia 1 de Novembro, lembrei-me de contar esta estória.

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Aqui há umas semanas atrás, fui ao jantar de aniversário de um amigo. Entre os diversos convivas, havia um grupo de vegans e também uma rapariga “apenas vegetariana ovo-lacto”.

A dada altura, coloquei a esta rapariga uma questão: Eu dou ração e da boa, ao meu gato. Além disso, dou-lhe ocasionalmente patê.

Apesar disso, de vez em quando, o malvado caça um pássaro e esventra-o para lhe comer o fígado! Então, se o meu gato faz isso… porque é que eu não hei-de ter o direito de fazer o mesmo?

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Foto: Hey-gem

A rapariga olhou para mim com um ar muito sério: Ele não tem opção, mas tu tens! Ao que eu respondi de imediato: Não, não tenho… Mas acrescentei logo a seguir que não me levasse muito a sério, dando-lhe a entender que aquilo tinha sido apenas uma pequena provocação.

 

Afinal de contas estávamos numa festa e eu sou um tipo civilizado. Ou, pelo menos, tento parecer…

Mais tarde dei por mim a pensar nisto dos instintos. Esta estória de se considerar que está bem tudo o que um animal faz “por instinto”, mas que é errado um homem seguir os seus próprios instintos, tem muito que se lhe diga.

Senão vejamos, a reprodução humana é feita por instinto! Quando um homem tem uma erecção, esta é provocada apenas pelo instinto. Quero dizer, um tipo não se vira para a pila e diz-lhe “põe-te em sentido!”… Um tipo tem de deixar que o seu instinto funcione.

E ora lá está. Um sujeito vê uma mulher bonita e tenta controlar o instinto, desviando olhar e pensando em ratos do esgoto ou… em banqueiros e políticos, por exemplo. Isso não é natural, nem pode resultar em nada de bom!… Então, fazer o mesmo diante de um bom bife ou de uma bela lagosta grelhada… bom, isso é só estúpido!

E depois, olhamos para a Índia, onde cerca de 40% da população é vegetariana, e o que é que vemos? Tipos que se controlam para não comer um bife, mas depois… não se contêm e violam uma mulher dentro de um autocarro!!!… E em grupo!…

Ah e tal, comer carne torna as pessoas mais agressivas… A sério??? Eh pá, vou ali comer um bife e já venho… Mal passado, se faz favor.

Liberdade, capacetes, cintos-de-segurança e vacinas II

Sei o que disse. Sei os argumentos que usei. Vejo agora, após demorada reflexão, que afinal estava completamente errado!

Completamente errado porque, afinal, os argumentos que eu esgrimia a favor da obrigatoriedade do uso do capacete são precisamente os mesmos que me levam agora a defender, não apenas a não utilização, mas sim a total proibição do uso de capacetes!!!

Primeiro que tudo, temos de ter a liberdade de fazer escolhas! Se queremos andar sem capacete, ninguém nos pode obrigar!

Se os tipos que fazem uma modalidade perigosa como o alpinismo não são obrigados a usar, porque é que nós, ciclistas, teríamos de andar com uma porcaria na cabeça que, para além de fazer calor, é foleiro e deixa um tipo todo despenteado???

Depois há a tal questão dos custos sociais da coisa: quem usa capacete acaba por dar o (mau) exemplo aos outros. Os outros incluem aqueles que ponderam iniciar-se no ciclismo e, ao ver malta com capacete, perdem a vontade! Estes são os tais (milhares) que vão ficar obesos e empanturrar o sistema público de saúde… pago por nós todos!

Estudo revelou que fazer um homem perder peso é muito mais difícil do que parece

Eu não quero pagar bandas gástricas a tipos que podiam muito bem estar a andar de bicicleta em vez de ficarem em casa a comer foie gras!!!

Sobre algumas questões científicas relacionadas com o uso do capacete. O uso do capacete induz, de facto, uma falsa sensação de segurança.  Só isso pode explicar que haja tipos a dar mais de trezentos à hora em cima de uma moto: seguramente pensam que, se caírem, não lhes acontece nada!

A falsa sensação de segurança que o capacete dá é tal que eu, há uns anos, até vi um tipo com capacete a chamar nomes a um porteiro do Kremlin… Pobre diabo!…

A estória das razias. É bem verdade. Também andei a tirar umas medidas, a olho, mas com muita atenção, e vejo que quando ando de capacete, os tipos dos carros é sempre “à tangente”. Se vou sem capacete… é metro e meio de distância “como manda a lei” e ainda me cumprimentam com acenos simpáticos.

E depois há o tal exemplo dos países civilizados (Dinamarca, Holanda e outros que tais). Nós sempre tivemos a mania de que somos muito avançados. Isso tem a ver com a estória das Descobertas e com sabermos que os Lusitanos já faziam pão, azeite e vinho, enquanto os povos do norte da Europa pensavam que a Terra era plana (alguns ainda pensam) e só comiam bagas silvestres e algum coelho que apanhassem distraído…

Tínhamos nessa altura algum avanço em relação a esses tipos, mas a verdade é que nós continuamos a andar de carro e de moto eles andam de bicicleta… Essa é que essa!

Quanto à pouca necessidade de usar capacete. A “senhora do Seixal” é a prova viva de que um tipo pode levar com um carro em cima e o capacete não faz falta nenhuma! Palavras para quê? Está viva ou não está?ciclista-seixal

O estudo de Nova Iorque é outra falácia. Nada me diz, primeiro, que os tipos todos que morreram teriam sobrevivido se usassem capacete.

Por outro lado, todos os que deixavam de usar a bicicleta se tivessem de usar capacete iam ficar obesos e… já sabemos resto!

É por tudo isto que, para evitar os maus exemplos, e para promover o uso da bicicleta pelas massas, o Estado tem de intervir e legislar por forma a banir o capacete e dessa forma combater o flagelo da obesidade!

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E, claro, por uma questão de coerência, o uso de capacete para motos deverá também ser banido ou, pelo menos, fortemente desincentivado.

Pode ser que haja um ou outro tipo que vá com a mona ao chão e já não volte a andar de bicicleta ou a fazer contas de somar com mais de dois algarismos, mas isso… isso são minudências! O que interessa é o resultado final: a criação da Massa Crítica!

E é por tudo isto que eu hoje digo: Pela Massa Crítica, proíba-se o capacete!